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HECTOR BABENCO
Diretor, produtor, roteirista e ator. Nasceu em 7 de fevereiro de 1946 na cidade de Buenos Aires - Argentina. Tornou-se o diretor líder do pós-Cinema Novo na década de 70, e um aclamado diretor de Hollywood na década de 80. Todos os seus filmes tratam de questões sociais, tendo uma visão pessoal e subjetiva das pessoas marginalizadas como desabrigados, prostitutas, prisioneiros políticos, homossexuais, etc. Filho de imigrantes russos e judeus-poloneses, Hector Eduardo Babenco tinha 18 anos quando deixou a Argentina em uma "missão divina" para "conhecer o mundo". Por sete anos ele viajou pela África, Europa e pelas Américas. Na Espanha e Itália ele pegou o gosto pelo cinema, trabalhando em faroestes espaguete. Em 1971, veio para o Brasil para fazer filmes, embora nunca tivesse estudado formalmente cinema. Quando chegou, passou os quatro anos seguintes filmando documentários - entre eles, ao lado do cineasta Roberto Farias, "O Fabuloso Fittipaldi" (1975), sobre a vida e carreira do piloto de Fórmula 1 - e curtas-metragens enquanto trabalhava em seu primeiro longa-metragem, "O Rei da Noite" (1975). Seu próximo filme, "Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia" (1977), foi a quarta grande produção brasileira, atraindo quase 5 milhões de espectadores, revivendo a indústria cinematográfica do Brasil e levando críticos de cinema de Nova Iorque e Los Angeles a indicá-lo para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Seu primeiro êxito internacional foi "Pixote - A Lei do Mais Fraco" (1981), cuja intenção era fazer um documentário sobre meninos de rua. O diretor havia completado 200 horas de entrevistas em reformatórios, mas quando lhe foi proibido um acesso maior, ele foi para as ruas e contratou meninos de rua para representarem a si mesmos. O resultado foi parecido com um documentário, com atenção aos detalhes e perspectivas. Em vez de fazer as crianças lerem diálogos, Babenco construiu as cenas através de uma espécie de aula de improvisação, que permitiu a elas contribuir com as suas próprias experiências para o filme. "Pixote" foi considerado como um dos melhores filmes da década de 80. O projeto seguinte, o longa-metragem em língua inglesa "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), foi um grande sucesso, valendo a Babenco uma indicação ao Oscar de melhor diretor de 1985; porém o prêmio foi para a atuação do americano William Hurt no filme.
FILMOGRAFIA
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